Pontos de Interesse

PARQUE INTERNACIONAL DE ESCULTURA DE CARRAZEDA DE ANSIÃES

O Parque Internacional de Escultura de Carrazeda de Ansiães é constituído por doze esculturas em granito, localizadas na área urbana de Carrazeda de Ansiães. Estas obras refletem as diferentes visões de 12 escultores, nacionais e internacionais, sobre temas relacionados com a arte e a vida.



Moinho de Vento

O moinho de vento de Carrazeda de Ansiães foi construído no início do séc. XX e terá funcionado durante cerca de uma década, moendo o trigo produzido nos campos circundantes à vila de Carrazeda. Em 2012 foi recuperado pela autarquia estando integrado num programa de visitas guiadas com caráter pedagógico, cultural e patrimonial. O Moinho de Vento que espreita sobranceiramente a vila de Carrazeda sempre fez parte do imaginário popular que, ao longo dos últimos 100 anos, se habituou a ver a vetusta estrutura isolada sobre as muitas pedras que ladeiam o moinho e interrogar-se acerca da sua origem e funcionalidade. Atualmente, entre a população idosa não existe memória da época do seu funcionamento. No entanto, no início da década de 80, foram recolhidos importantes testemunhos, entre os habitantes mais idosos da povoação, que hoje nos ajudam a compreender um pouco da sua história. Decorria o ano de 1900 quando Damião Gonçalves Neves, originário do Porto, decidiu mandar construir um moinho de vento que iria substituir o velho moinho de “água” localizado na veiga, junto ao antigo caminho para Fontelonga. O moinho de vento funcionou cerca de uma década moendo o trigo produzido nos campos circundantes e que as mulheres transportavam à cabeça pelo estreito caminho rural que trepa pelas imensas fragas circunscritas no mesmo. Aí Damião Neves e o seu ajudante transformavam o grão em farinha, que depois de ensacada e tirada a sua maquia, iria alimentar a população crescente desta vila transmontana. Pouco se sabe sobre a razão pela qual esta estrutura terá deixado de funcionar podendo-se especular sobre a dificuldade de funcionamento e a imprevisibilidade do vento. Certo é que terá sido substituída pela máquina a vapor tocada a carvão e mais tarde pelo motor a diesel.

CICA - CENTRO INTERPRETATIVO DO CASTELO DE ANSIÃES

Localizado na zona histórica de Carrazeda de Ansiães, o CICA, Centro Interpretativo do Castelo de Ansiães, é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, que permite ao visitante o encontro com a história do concelho. Pensado a partir das ruinas de uma casa tradicional, o projecto de arquitectura, criou um espaço amplo que se distribui por dois pisos onde se expõem artefactos arqueológicos e um discurso museográfico sustentado em dez anos de investigação arqueológica levada a cabo por todo o concelho, mas particularmente no castelo e vila amuralhada de Ansiães. O Centro Interpretativo do Castelo de Ansiães possui um serviço educativo que prepara vários ateliers temáticos e visitas guiadas destinados a escolas ou grupos. Organiza também dois circuitos turísticos, o “Circuito Turístico do Castelo e dos Moinhos” e o “Circuito Turístico do Castelo e Douro”, que se iniciam em Fevereiro e terminam em Setembro. As visitas são gratuitas assim como a participação nos roteiros turísticos.

CASTELO DE ANSIÃES

Com uma implantação geográfica que lhe confere excelentes condições naturais de defesa, o Castelo de Ansiães surge-nos com uma história milenar, cujo início se fixa por volta do IIIº milénio A.C. Desde esse período que as caraterísticas geomorfológicas do sítio em muito terão contribuído para uma ocupação quase sucessiva desta topografia. Esta vocação para a defesa natural adquire particular importância durante o processo da Reconquista Cristã. Nessa altura, a Ansiães é concedido a sua primeira carta de foral, pelo rei leonês Fernando Magno. Os Séculos XII, XIII, XIV e XV, definem um período exponencial do crescimento deste reduto amuralhado. Afonso Henriques em 1160, Sancho I em 1198, Afonso II em 1219 e finalmente Manuel I em 1510 reconhecem e promulgam forais à vila de Ansiães. Nos finais do séc. XV, e particularmente no séc. XVI, uma tendência demográfica com caráter depressivo começa a atingir o local, e em 1527 algumas aldeias que constituíam o município contavam já com uma população superior à de Ansiães. Nas centúrias seguintes este movimento acabou por se agudizar, culminando na transferência dos paços do concelho para Carrazeda, acto que ocorreu em 1734 pelo fato de no antigo reduto residir um número bastante reduzido de pessoas. Estruturalmente este arqueosítio divide-se em dois espaços distintos. O primeiro situado a quotas mais elevadas corresponde à primitiva implantação roqueira. Este perímetro é definido e organizado a partir de uma muralha de configuração ovalada que se reforça com cinco torreões quadrangulares. Trata-se de uma área com uma autenticada especialização defensiva, uma espécie de último reduto destinado a albergar os moradores em caso de contenda bélica. O segundo espaço que define a zona urbana propriamente dita é constituído por uma segunda linha de muralhas com uma extensão superior a 600 metros e três torreões quadrangulares. Este espaço encontrava-se dividido por vários caminhos que se intercediam entre si, estruturando pequenos bairros ou áreas residenciais.


Visitas guiadas a grupos por marcação prévia na LIT (Loja Interativa de Turismo)

Telf:278 098 507 ou através do email lit@cmca.pt

Castelo de Ansiães - Horário de Abertura

Aberto todos os dias

Interior da Igreja de S. Salvador de Ansiães visitável, no seguinte horário:

Segunda: 13h30 às 17h30

Terça a quinta: 9h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30

Sexta: 9h30 às 12h30

Sábado: Encerrado